Mensagem para os futuros “sortudos”

Começo por saudar os“sortudos” que tiveram a sabedoria de aproveitar esta fase para se transformarem em líderes mais confiantes que inspiram todos à sua volta com a sua energia e alegria de viver!

Mais do que nunca, precisamos dessa confiança e energia para “levantar hoje de novo o esplendor de Portugal!”

Os “sortudos” que me perdoem, mas as minhas palavras são dirigidas especialmente aos futuros líderes “sortudos” que estão neste momento a passar por esta fase dura e angustiante.

Sei bem o que é não ter energia “precisamente” quando ela é mais necessária para motivar a equipa. Sei bem o que é não conseguir levantar-me cedo, mesmo considerando que sou uma pessoa naturalmente disciplinada. Sei bem o que é trabalhar horas e horas seguidas e ter sensação que não fui nada produtivo. E sei bem o que é ver os dias e semanas a passarem e sentir-me literalmente a arrastar pelo tempo sem conseguir gerir a minha própria agenda e sem paciência para nada. Pior ainda, sei bem o que é chegar ao fim de um dia, de uma semana, de uma “fase” e cair em mim a consciência de que não fui um bom marido e um bom pai para as minhas filhas…

São fases “tramadas”, e só este ano passei por várias.

Sabe que mais? Faz parte! Gosto de pensar que são “dores de crescimento”. =)

Acredito que há pelo menos duas maneiras de viver estas fases como “dores de crescimento”.

A primeira é recorrer à nossa história, ao nosso passado. É a primeira vez que passamos por uma fase difícil? Também nessas alturas não pensávamos que não ia ter fim e tudo nos fazia querer desistir?

Lembre-se dos seus casos de sucesso e de como se superou! Aquela dieta bem-sucedida, ter deixado de fumar, ter corrido uma mini-maratona, ter ultrapassado uma forte crise no seu casamento, ter ultrapassado a partida de um ente querido, ter-se lançado num negócio próprio ou ter aceite o seu primeiro cargo de liderança!

Dou-lhe os meus sinceros parabéns por cada transformação que teve na sua vida! Já sabe que a dor faz parte e que no fim vai ser uma pessoa melhor =)

E a segunda é percebendo o que lhe está realmente acontecer. É um pouco mais chato, mas vou tentar ser muito sucinto.

Sentimos dor emocional (angústia, frustração, desilusão, raiva…) sempre que existe um conflito entre a nossa vontade e as nossas convicções.

Temos vontade de deixar de fumar ou de fazer dieta, mas as convicções que nos levaram a ter hábitos pouco saudáveis durante tantos anos têm demasiada influência. Temos vontade de lançar um negócio próprio, mas todas as convicções que temos acerca dos empresários, da segurança e tantas outras, impedem-nos de o fazer. Temos vontade de criar uma cultura saudável na empresa, mas as convicções que existe na empresa e nos seus líderes impedem de haver uma mudança sustentável.

Temos uma enorme vontade de ser líderes mais confiantes, mas as convicções limitadoras que temos sobre nós próprios têm demasiada influência na forma como sentimos, pensamos e agimos.

Então e é possível alterar as convicções que limitam a nossa vida?

Claro que sim e tem exemplos disso na sua rica vida. Foi o que fez sozinho/a ou com ajuda, de forma mais ou menos consciente, em cada transformação que fez de si uma pessoa mais equilibrada e uma pessoa melhor.

Lá por a explicação ser simples, não significa de todo, que o processo seja assim tão simples. Não é. E é tão mais complexo e exigente quanto mais profundas forem as convicções.

Com tudo isto, deixo-lhe a derradeira pergunta que dá “queijinho” sempre que se permite chegar à verdadeira resposta.

Qual é a convicção que tem e que neste momento está limitar de viver o seu potencial como líder, como pai, como pessoa?

Compartilhe esse artigo

WhatsApp
Facebook
LinkedIn
Email
Bernardo Castro Coaching

Teste de Personalidade

Bernardo Castro Coaching

Método Azimute

Bernardo Castro Coaching

Foco Total

Precisas de ajuda?